No começo da carreira, Gian & Giovani faziam como tantas outras duplas sertanejas: cantavam músicas de diversos artistas para mostrar talento. Foi nesse período que, ao se apresentarem a um maestro conhecido como Pinochio, ouviram uma crítica dura. O maestro afirmou que o jeito de Giovani cantar “não servia”, e aconselhou mudança imediata. Zangado, o cantor decidiu provar o contrário: soltou a potência de sua voz e, a partir dali, moldou o estilo próprio que se tornaria a marca registrada da dupla.
Em entrevista ao podcast de André Piunti, referência quando o assunto é música sertaneja, Giovani relembrou esse episódio. Entre risadas e memórias, ele contou como a crítica, em vez de derrubá-lo, serviu de impulso para encontrar sua verdadeira forma de cantar — um detalhe de bastidor que hoje se tornou uma das curiosidades mais marcantes da trajetória da dupla.
Pouco tempo depois, os irmãos emplacaram seus primeiros sucessos. O LP de estreia, lançado em 1988, trouxe faixas como “Amante Anônimo” e “Espuma da Cerveja”. Mas foi em 1990, com “Nem Dormindo Consigo Te Esquecer”, que o reconhecimento nacional chegou de vez, abrindo caminho para hits como “Olha Amor”, “1,2,3 (Um, Dois, Três)” e “O Grande Amor da Minha Vida (Convite de Casamento)”.
Essa história mostra como uma crítica severa, em vez de desanimar, pode ser combustível criativo. No caso de Giovani, foi justamente a bronca que despertou a força vocal que, nos anos 90, ajudou a consolidar o sertanejo romântico como fenômeno de massa no Brasil.
Sertão 90